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#18AnosDoMundial: em situações opostas, Corinthians e Vasco se preparavam para final do Mundial de Clubes

Enquanto o Timão chegava à decisão desgastado, Vasco vinha com reforços de peso e “inteiros” para o jogo final

14h45 11/01/2018 - Agência Corinthians

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Titulares da final posam para foto oficial

© Alexandre Battibugli/Placar

Há 18 anos, o Corinthians conhecia o adversário na final do Mundial de Clubes da FIFA de 2000. No dia 11 de janeiro daquele ano, o Vasco superou o Necaxa (MEX) por 2 a 1 e se classificou como líder do Grupo B de forma invicta e com 100% de aproveitamento, em uma chave que tinha o então atual campeão europeu Manchester United (ING). Tudo conforme o planejado para a equipe carioca, que teve tempo para se preparar para o torneio e se reforçou com nomes de muito peso, situação bem diferente do Timão.

Em 1999, o Alvinegro conquistou o tricampeonato brasileiro às vésperas do Natal, no dia 22 de dezembro, e teve apenas quatro dias de folga até voltar a treinar para o Mundial de Clubes da FIFA. Marcelinho, um dos líderes do elenco, reclamou na época do pouco tempo de descanso para o elenco e mostrou preocupação com os riscos físicos que todos corriam para o torneio.

“A gente está muito desgastado e estressado. Precisaríamos de pelo menos uma semana de descanso só para o Mundial, que é a competição mais importante para nós. Não podemos correr nenhum risco”, disse Marcelinho ao jornal Folha de S. Paulo.

Discurso também adotado pelo treinador Oswaldo de Oliveira, que dias depois concedeu entrevista coletiva alertando para o cansaço e estresse dos jogadores.

“Vai estragar o espetáculo que o clube poderia apresentar para ao mundo. Nesse ritmo, sem uma pausa para a recuperação dos atletas, o futebol perde qualidade. Basta observar o desempenho do Corinthians no início e no fim da temporada 1999. O cansaço e o estresse ficam evidentes. Esse calendário prejudica o espetáculo, e quem perde é o torcedor”, disse o comandante.

De fato, a dupla tinha razão no que reclamou. Tanto que Antônio Mello, preparador físico do Corinthians em 2000, disse: “O grupo chegou ao máximo em relação ao aspecto físico. Vamos ter de apostar na experiência dos jogadores”.

Em compensação, o Corinthians contou com as chegadas do zagueiro Adílson, que atuava no futebol japonês, do lateral direito Daniel e do zagueiro Fábio Luciano, revelações da Ponte Preta naquele ano.

Seguindo com a rotina de treinos e meio a um clima desfavorável, o Timão só pegou folga no Ano novo, retornando já no dia 02 de janeiro. 

Depois de se classificar à final, mais problemas à vista antes de decidir o Mundial com o Vasco. O medo de dias atrás sobre contusões tornou-se realidade, e o Corinthians ficou perto de perder Marcelinho (desgaste físico), Ricardinho (contratura muscular na coxa esquerda), Vampeta (desgaste físico) e Edu (luxação no ombro esquerdo). João Carlos, titular da zaga, apresentou problemas no músculo posterior da coxa esquerda e foi cortado da final.

Assim, Fábio Luciano e Adílson, recém-chegados ao clube e que nunca haviam atuado juntos, formariam a dupla de zagueiros no Maracanã. “Por todas essas circunstâncias, eles são os favoritos”, declarou Oswaldo de Oliveira ao conhecer o adversário da final.

A chegada no Rio de Janeiro também trouxe mais dor de cabeça para o Alvinegro. Hospedado em São Conrado, o Timão acreditou que treinaria em um dos dois CTs próximos ao hotel, mas a FIFA acabou escolhendo o centro de treinamento do Fluminense, nas Laranjeiras, a 18 km da sede da delegação corinthiana.

O Vasco, por sua vez, havia realizado todo um projeto para o Mundial de Clubes da FIFA de 2000. Eliminado nas quartas de final do Brasileirão de 1999, a equipe carioca teve tempo de sobra para realizar uma pré-temporada completa, que incluiu treinos e amistosos.

Além disso, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Juninho Pernambucano, Donizete e Válber, todos campeões da Libertadores da América em 1998, permaneceram no elenco que ganhou dois reforços de peso. Edmundo retornou ao clube da Fiorentina na, até então, transferência mais cara do futebol brasileiro (US$ 15 milhões) no primeiro semestre; e Romário, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994, que havia sido dispensado do Flamengo por problemas com a diretoria.

A equipe do Vasco era tão forte que o “Baixinho” a comparou com o Barcelona de 1993/1994, campeão espanhol e vice da Liga dos Campeões, que além do atacante, contava com Ronald Koeman, Pep Guardiola, Michael Laudrup e Hristo Stoichkov.

Até por isso, o Vasco passou a primeira fase sem sustos e chegou à decisão mais “inteiro” e "pronto" do que o Corinthians, que na raça e na experiência conseguiu superar o Vasco e se tornar o primeiro campeão do Mundial de Clubes da FIFA.

Você encontra esta e outras informações no aplicativo oficial Almanaque do Timão e no aplicativo oficial do Sport Club Corinthians Paulista, ambos disponíveis em sistemas iOS, na Apple Store, e Android, na Google Play Store.

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