Especial “Meu Pai Corinthiano”: amor pelo Timão também vem de avô
Conheça a história de Rafael e Cláudio, neto e avô que fazem parte do Bando de Loucos

Especiais - 09/08/2018

Dando sequência à série ‘Meu Pai Corinthiano’, contando histórias de torcedores que começaram a torcer pelo Timão por influência de outra pessoa próxima, que não o pai biológico, apresentamos a história de Rafael e Cláudio, neto e avô apaixonados pelo Timão. Responsável por inspirar o corinthianismo de sua filha, Clarice, o senhor de 84 anos se orgulha de ter o neto Rafael Furlani como o maior companheiro nesta paixão pelo Timão.

Relembrando um pouco a juventude como torcedor, Cláudio falou sobre o início dessa história com o Corinthians. “Nasci em 34, né? Minhas primeiras lembranças são daquele time dos anos cinquenta, com Luizinho, Baltazar, Cláudio, Idário e Roberto. Passei boa parte da minha vida vendo o Corinthians sem conquistar títulos, mas isso nunca importou. O que era legal era o pessoal no estádio, se divertindo”, disse.

Já Rafael se lembra, com carinho, de quando o avô comemorou o primeiro título mundial do Timão. ”Eu sou corinthiano desde que eu me entendo por gente. Minha primeira lembrança é de ver minha mãe e meu vô comemorando o título do Mundial, em 2000”.

A dupla, que mistura um pouco da nova e da velha geração de torcedores, também relembrou um pouco como a relação dos dois acerca do Corinthians começou. “A primeira vez que ele foi ao estádio, foi comigo, em um Corinthians e Paysandu no Brasileirão, em que ganhamos de 5 a 2. Depois disso,o Rafa virou corintiano na hora”, garante Cláudio. Rafael ainda complementa. “Quem me fez ser corintiano foi meu avô, mesmo com minha avó e meu pai sendo palmeirenses. Minha mãe também é corinthiana, mas quem realmente é apaixonado pelo Coringão é meu avô”, orgulha-se.

Mesmo tendo vivido juntos o período mais glorioso da história do clube, é um momento de dificuldade que ficou marcado como o mais emocionante para os dois. “Acho que foi aquele jogo contra o São Paulo, né vô?” perguntou o neto de 20 anos. “Sem dúvidas! O Corinthians acabou rebaixado naquele ano, mas nós estávamos há muito tempo sem ganhar do São Paulo e eu tenho uma raiva lascada deles. Aquele dia a gente ganhou com um gol do Betão e aqui em casa foi aquela bagunça. Cada um correu para um lado, a gente se abraçou e chorou muito. Ainda saiu um gol do Finazzi, que o bandeira deu impedimento. Não tava, viu? Era pra ser 2 a 0 pro Timão”, recorda-se o avô, responsável por fazer do neto mais um apaixonado pelo clube do Parque São Jorge.



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