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Estreia de Neto pelo Corinthians completará 23 anos

13/07/12 - 18h04 - Especiais Agência Corinthians

Encontro entre amigos, fogos de artifício, baterias tocando e um mar de camisas alvinegras no entorno do estádio do Pacaembu. Muitas delas remetem a outras gerações. O saudosismo expresso nos mantos é uma das marcas da República Popular do Corinthians. O 8 de Dr. Sócrates ou o 7 de Marcelinho são corriqueiros, porém, o branco de uma camisa 10 e o dedo pedindo silêncio ainda fazem sucesso entre os torcedores. Há 23 anos, o xodó da Fiel estreava com o manto do Corinthians. Em parceria com a Placar, o Timão preparou um especial sobre o craque Neto, o eterno xodó da Fiel.

 
Revelado pelas categorias de base do Guarani, José Ferreira Neto nasceu em Santo Antônio de Posse–SP, no dia 9 de setembro de 1966. Passou por Bangu e outros clubes da capital paulista antes de chegar ao Corinthians em 1989. O pano de fundo para a chegada do xodó da Fiel se inicia ainda em 1988, em jogo contra o próprio Timão, quando no estádio do Morumbi o então bugrino Neto acerta uma bicicleta. Felizmente, o empate em 1 a 1 levado para Campinas não atrapalhou a ambição do Clube do Parque São Jorge em se sagrar Campeão Paulista pela 20ª vez. Com gol do menino Viola, o Timão levou o título. No mesmo ano, Neto conquistou a medalha de prata das Olimpíadas de Seul, ao lado de craques como Romário e Taffarel.

© Ricardo Corrêa/Placar

Em uma de suas comemorações características, de joelho, Neto atravessou o campo para celebrar ao lado do goleiro Ronaldo; Clique na imagem e acesse a galeria especial do jogador
 
Ao final do Paulistão do ano seguinte, Corinthians e Palmeiras realizaram a troca do meia Ribamar por Neto. O futuro camisa 10 alvinegro muda de parque para enfim brilhar. Em 1989, ano inaugural da Copa do Brasil, ainda pela Primeira Fase, o Corinthians não alcançou um bom resultado contra o Sampaio Corrêa no Maranhão, mas os dois gols marcados fora de casa foram fundamentais para que, no Pacaembu, Neto pudesse estrear tranquilamente no dia 23 de julho. Mesmo com participação discreta do craque devido a forte marcação adversária, o Timão se classificou, vencendo por 1 a 0, gol de Fabinho.
 
© Ricardo Corrêa/Placar
No Brasileirão de 1989, Neto abriu o placar na vitória sobre o São Paulo, por 2 x 1, no dia 24 de setembro; Clique na foto e veja a galeria especial
 
“Fiquei muito ansioso e tive medo antes da estreia. Estava vindo do Palmeiras, em uma troca com o Ribamar. Eu era muito jovem, tinha 22 para 23 anos e estrear num time como o Corinthians sempre tem um peso maior. O Clube nunca havia conquistado um Campeonato Brasileiro, estava preocupado em não dar certo. Além de tudo isso, não fui bem recebido pela maioria do elenco, mas depois, vários deles, como Ronaldo, Márcio e Mauro, se tornaram os meus grandes amigos”, disse Neto. “Estreamos contra um time teoricamente mais fraco, mas que foi um adversário duro. Não foi um jogo bom tecnicamente, mas é sempre bom estrear com vitória. Ganhamos de 1 a 0. E, no lance do gol, bati o escanteio para o Fabinho cabecear”, continuou o camisa 10.
 
© Silvio Porto/Placar

 Neto é considerado o Xodó da Fiel e foi uma peça importante na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro do Timão; Clique na foto e veja mais imagens do ídolo
 
Passada a estreia, Neto deslanchou e se tornou o herói de toda uma geração. Até 1990, o Timão ainda não havia conquistado um título de dimensão nacional. A pressão encerrada na última quarta-feira (04) pela conquista da América era parecida com a sofrida no momento em que José Ferreira Neto chegou ao Corinthians. Ignorando tudo isso, o xodó praticamente “deu” o primeiro Campeonato Brasileiro ao Corinthians. A final contra o São Paulo, no Estádio do Morumbi, até hoje é lembrada pelo domínio da Fiel nas arquibancadas. Se os 100 mil torcedores presentes na decisão se dividissem em quatro partes, três delas seriam pretas e brancas.
 
“Foram vários grandes momentos com a camisa do Corinthians. Consegui fazer quase 90 gols, mais de 200 jogos, ser campeão do Brasileiro, da Supercopa, que foi super importante e quase ninguém lembra, e do Paulista. Mas o maior jogo de todos foi a final contra o São Paulo. Foi um dos maiores jogos de toda a minha carreira”, lembrou Neto.
 
© Nelson Coelho/Placar

Capitão do time, Neto carrega a taça do Brasileirão de 1990 ao lado de Jacenir e dá a volta olímpica no Morumbi; Clique na imagem e veja a galeria especial do Craque Neto na Placar
 
Talentoso com o pé esquerdo, o craque da camisa 10 se eternizou pela forma com que batia na bola e comemorava junto aos torcedores. Em 228 jogos, marcou 80 gols. As cobranças de faltas e lançamentos precisos o caracterizaram como um craque à moda antiga. O grande maestro de equipes guerreiras. Dos 23 gols da campanha de 90, nove foram marcados por ele, cinco deles em cobranças de faltas indefensáveis. Neto, em sua primeira passagem, ficou no Parque São Jorge até o término do Campeonato Brasileiro de 1993, para voltar somente em 1997, quando se sagrou Campeão Paulista.
 
© Ricardo Corrêa/Placar

Em 227 jogos com a camisa do Corinthians, entre 1989 e 1993 e 1996/97, Neto marcou 80 gols; Clique na foto e veja todas as imagens selecionadas para a galeria especial
 
“Por todas as dificuldades que enfrentei quando cheguei, não imaginava no começo da minha trajetória dentro do Corinthians conquistar tudo isso, participar ativamente de um dos capítulos mais importantes da história do Clube, que foi a conquista inédita do primeiro Brasileiro”, comentou o xodó. “Mas transformei toda aquela dificuldade e desconfiança e me tornei um grande ídolo do Corinthians. Tenho muito orgulho por ser corinthiano e ter vestido e honrado essa camisa. Graças a Deus, venci na vida. E venci, graças ao Corinthians”, completou Neto.
 
Hoje, Neto atua como comentarista da TV Bandeirantes e da Rádio Bandeirantes AM, além de apresentar seu programa “Os Donos da Bola”.


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