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Operador de grua conta sua trajetória até chegar à Arena Corinthians

24/08/12 - 17h15 - Arena Corinthians Agência Corinthians

Seis horas da manhã de uma segunda-feira qualquer. Assim como boa parte dos trabalhadores brasileiros, Gicélio José de Farias sai de sua casa em Guaianases para mais uma jornada intensa de labuta. Após o ônibus e um trajeto de quatro estações de trem, ele finalmente está próximo do destino final. A uma caminhada de 10 minutos da obra de construção da Arena Corinthians, ele observa a futura e imponente casa corinthiana.

Célio, como é chamado pelos amigos, nasceu no dia 14 de outubro de 1980. Pelo sotaque e fala mansa, logo se deduz que veio do Nordeste, mais precisamente de Gameleira-PE. Após viver com a avó durante a infância, foi levado pela tia no ano de 1992 para a capital paulista. Com apenas 12 anos, chegou ao bairro de Guaianases, na zona leste de São Paulo, onde passou a morar também com seu tio.
 
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De origem humilde, Célio buscou em obras as condições para sobreviver e sustentar a família. Depois de variadas funções ao longo da carreira, hoje ele realiza um sonho. “Fui ajudante e sinaleiro, que é o responsável por guiar os guindastes e gruas, mas sempre tive o desejo de operar uma grua”, conta Célio. Com apenas 32 anos, ele se sente realizado, já que se tornou operador de grua e obteve certa experiência na área. Como se fosse um grande tabuleiro, ele posiciona as peças que constituem o novo estádio. Trazido pelo Mestre Pará – o mestre geral de obras da Arena Corinthians – para assumir a grua 98, Célio se orgulha de seu ofício. “Eu consegui realizar um grande sonho. Olho para uma máquina desse tamanho e sei que a manejo. Tenho muito orgulho, mesmo”, afirma.
 
Desde que assumiu as gruas em construções de prédios, Célio passou por momentos únicos. Poucos são os que têm histórias parecidas para contar em relação ao seu trabalho. “Minha cabine na grua da Arena Corinthians ficava a 50 metros do chão, mas já estive a 200 em outras obras. É pura adrenalina. Quando todos começam nessa profissão, logo têm a impressão de que uma rajada de vento ou o peso de uma peça de concreto podem derrubar a grua”, afirma Célio.
 
Sentado nas arquibancadas pré-moldadas do estádio corinthiano, além de seu trabalho, ele expõe o amor pela “maior riqueza” de sua vida: a família. Pai de três filhas – Lívia de um ano, Vitória, sete, e Anúbia, dez –, Célio também passou por momentos difíceis em São Paulo. “Um dia estava trabalhando na obra e fui avisado de um incêndio em minha casa. Tudo foi destruído pelo fogo. O que me salvou foi a amizade com os demais trabalhadores. Com pequenas contribuições eles me ajudaram a reconstruir tudo”, conta emocionado.
 
Mesmo tendo sido criado numa cidade do interior de Pernambuco, hoje ele dimensiona a grandeza do Corinthians e tem consciência do que representa o seu trabalho para a Fiel. “É maravilhoso pensar que o estádio do Corinthians tem um dedo meu em sua construção. Isso representa a realização de um grande sonho para muitos brasileiros e corinthianos”, afirma. Com a finalização da obra em 2013 e o início da Copa do Mundo em 2014, ele sonha em poder levar as filhas aos jogos do Corinthians e à estréia da Copa no Brasil. “Não consigo nem imaginar como será o primeiro jogo aqui. Será lindo e acho que chorarei. Quero levar minhas filhas a mais uma final de Libertadores do Corinthians e ver a alegria do povo corinthiano com o que ajudei a construir”, diz Célio.


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